Todas as vezes que se vai ao psiquiatra, a primeira pergunta que ele te faz é como você está?
E aprendemos a responder a essa pergunta com uma frase:
— Bem, obrigada.
Quando vou a esse médico as vezes penso em gritar em voz alta:
— Estou péssima!
Meu coração tem horas que quase sai pela boca, boca que quase sempre está seca, seca como quando se está com muito medo, medo que te deixa suspenso do chão, igual ao que se sente quando se está diante de um abismo...
Um medo tão forte e apavorante que me paraliza.
Não gosto da expressão transtorno mental, prefiro a forma quase poética que se falava antigamente, sofrer dos nervos.
Porque no final é isso é um sofrer de nervos que não termina nunca, quando você acha que está melhor alguém atrasa, alguém adoece, alguém morre e tudo é gatilho, gatilho que é quase como um tiro certeiro invadindo a alma, inundando o coração de sentimentos.

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